Lembranças(*)

Hoje o dia amanheceu lindo, o céu azul, o sol mais vivo, os pássaros cantando alegres...  Parecia um dia comum como muitos, mas era um dia especial.  Por alguns instantes fiquei pensando em como é importante em nossa vida aproveitar os momentos em que estamos juntos e felizes, vivendo em família, realizando projetos e sonhos e na magia que envolve todas as coisas belas da vida. Em como é importante e tão bom viver esses momentos, fazer parte de um sonho que se realiza.

 Foi então que voltei ao passado, à minha infância... adolescência... juventude. Tempos áureos de sonhos, de projetos, de promessas, de acreditar, de se jogar por inteiro, de se envolver. As lembranças surgiam como num filme, desenrolando lentamente. E eles apareceram,  o começo de tudo –  a família.

 No início, éramos seis, como no romance, depois oito. Também como no romance, muitas dificuldades e poucas possibilidades. A labuta diária para conquistar a educação, a saúde e o pão de cada dia. Os tempos difíceis, a cidade pequena, a família numerosa, os poucos recursos e as muitas necessidades. A vontade, o querer, a esperança e a fé que movia cada um. Os objetivos, os obstáculos encontrados, os fracassos, as conquistas e as vitórias alcançadas... Quanta coisa ficou perdida no caminho. Os valores, esses não – estão vivos até hoje: a união, a solidariedade a perseverança e a fé.

 Mas, voltemos ao hoje – um dia especial – nenhuma palavra, nenhum gesto é capaz de traduzir o trilhar a dois...

 50 anos... É tocar a sinfonia da vida a quatro mãos..

 Amar...

 Doar...

 Semear...

 Olhe para trás...

 E veja os canteiros! 

(*) Texto produzido em 15.02.09, como atividade de produção da escrita, em cumprimento à disciplina Leitura e produção de texto, do curso de Licenciatura à distância em Artes Visuais. EAD/FAV/UFG.

 

segunda 09 novembro 2009 14:30


"Felicidade Clandestina"(*)

Felicidade existe?

Um olhar através das lentes de uma câmara capta três momentos mágicos: um mar invejável, maravilhoso... areia lisa, ondas que se quebram, espuma, horizonte sem fim... um casal que passeia de mãos dadas. Assim como o ser humano, que grande mistério é o mar! Que cenários fantásticos se escondem em seu interior, longe dos olhos; a seguir, um fabuloso momento de vida selvagem, proteção e cuidados e, por último, um lindo momento do amor humano – mãe e filho, o carinho e o aconchego, um instante de felicidade plena. Esses momentos traduzem sentimentos semelhantes, sentimentos de amor e paz.  São “flash” que nos levam a refletir sobre a vida, o amor e a felicidade. E, hoje, nesses tempos de tanta violência, principalmente sobre a paz. Mas, o que é paz?  De onde vem ela? Onde encontrá-la? Como mantê-la?  Paz não é o intervalo entre tempos de luta ou um espaço onde nada acontece. Paz é algo que vive, cresce e se espalha. Algo que precisa ser cuidado. Paz não é o  fim em si mesma, mas o começo de tudo. “Não há caminho para a paz, a paz é o caminho”.

O sentido da vida é simplesmente viver. Viver por viver é compreender que a vida é fugaz e que cada momento está repleto de possibilidades, de beleza e amor, que cada minuto não se repetirá jamais e que devemos agarrá-lo e vivê-lo intensamente. Muitas vezes, a nossa infelicidade se deve a nossa estupidez e cegueira, “olho bom que não vê”. A nossa infelicidade nasce da comparação e da inveja, de não aceitar ser o que somos, de querer ser maior e melhor, o que somos não basta. Nos tornamos infelizes por coisas tão pequenas... um gesto, uma palavra lançada ao vento. Não seria isso o que teria acontecido com a personagem do texto homônimo? Repare que a autora não deu nome a ela... Teria lhe faltado amor? O que endureceu seu coração?

É preciso que a gente ame e seja amado. Amar e ser amado é pensar no outro, é ficar feliz com ele e por ele, é olhar nos seus olhos e sentir que eles estão dizendo – que bom que você existe!  A felicidade não acontece no final de alguma coisa, depois de algum acontecimento meteórico. E, lembrando Guimarães Rosa, “A coisa não está nem na partida e nem na chegada. Está é na travessia.”  A felicidade acontece no dia-a-dia. É como fruto na beira do abismo. É preciso colhê-lo e degustá-lo agora. Amanhã ou ele ou você já caiu...

Portanto, pense na vida como uma metáfora de Deus... "É preciso ter olhos novos e acreditar que de alguma forma as coisas amadas não estão perdidas. Estão só guardadas." 

 

Referências bibliográficas

GARCÊS, Lucília Helena do Carmo. Leitura e Produção de Textos. Módulo 3. Brasília, Photo Image Gráfica e Fotolitos Ltda-ME. 2008.

http://www.1000imagens.com/foto.asp?idautor=1312&idfoto=329&t =&g=&p=

http://www.1000imagens.com/foto.asp?idautor=1135&idfoto=132&t=&g=&p

http://www.1000imagens.com/foto.asp?idautor=565&idfoto=85&t=&g=&p=

LISPECTOR, Clarice in Recursos e Estratégias para o Desenvolvimento Contínuo de Habilidades de Produção de Texto. Goiânia, UFG. 2009.

 

* Texto produzido em 05.03.09, como atividade de produção de texto - releitura de imagens e do texto de Clarice Lispector - em cumprimento à disciplina Leitura e produção de texto, do curso de licenciatura à distância em Artes Visuais. EAD/FAV/UFG.

segunda 09 novembro 2009 12:20



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